Thursday, October 04, 2007

MENINA DESAPARECIDA

 

Há uma menina desaparecida

Há mais de 154 dias

Foi numa noite de verão

Que ela desapareceu do quarto

Onde dormia e sonhava feliz

Ela desapareceu

Ninguém sabe como

Os irmãos ficaram lá

Mas ela desapareceu

Como se sumisse do mundo

Ninguém ouviu nada

Ninguém viu nada

Os pais enjorcavam-se com vinho,

no restaurante

Esqueceram-se de ir ver os filhos

Como quem esquece de fechar uma porta

Agora toda gente chora

Agora toda a gente pensa no pior

Mas a face de sua mãe sempre esteve seca

Não compreendo

Não compreendo!

A face linda de Madeleine,

 

Espalhada pelo mundo

 

Devia recorda-nos que ainda há esperança

 

E o seu sorriso puro

 

Poderia transmitir-nos   confiança

 

Mas não…

 

Afinal,

Vamos todos os dias para os nossos empregos,

Vamos torcer pelo nosso clube de futebol,

Vamos continuar a acreditar que Portugal é um

Pais moderno…

Enquanto continua uma menina desaparecida

Como consegues dormir?

Enquanto continua uma menina desaparecida?

Posted by cthulhu at 11:13:37 | Permanent Link | Comments (33) |

METE A MASCARA

 

Mete a mascara Zé

Mete-a antes de saíres do barracão

Mete-a às escondidas

Para que o teu filho não te apanhe

Com ela na mão

 

Encobre essa cara feia de animal

A tua mulher também tem uma igual

 

Mete a mascara Zé

Antes de cumprimentares o vizinho do lado,

Antes de chegares ao emprego mascarado,

Quando falas com o teu colega porreiro

Aquele que acredita que tens muito dinheiro

 

Julgas-te interessante e muito esperto

Mas não passas de um vaso de esterco

 

Mete a mascara Zé

Quando vais engraxar o teu patrão

Não dês muito ao rabo,

 assim pareces uma cão.

Tem cuidado, não deixes cair a mascareta

Ainda descobrem que és feio nem uma ranheta

 

Julgas-te interessante e muito esperto

Mas não passas de um vaso de esterco

 

Tem cuidado para não descobrirem quem és tu

Faz-me um favor, Zé

Tira a mascara e mete-a no cu!

Posted by cthulhu at 10:55:52 | Permanent Link | Comments (2) |

Tuesday, September 25, 2007

RADIO NOVA VAGA

Posted by cthulhu at 11:39:53 | Permanent Link | Comments (0) |

ULTIMO FÔLEGO

Desperto o meu olhar através de sórdidas madrugadas

 

Vislumbro marés de destruição sobre emoções despedaçadas

 

Não descubro paixão nem amor

 

Não encontro ternura ou calor

 

 

Como posso eu voltar a nascer,

 

Se o sangue do mundo se esvai para mim

 

E o coração do universo bate fraco, a falecer

 

Em arritmias descompassadas e sem fim?

 

 

Somos miseráveis vagabundos

 

Viajamos em Eldorados imundos

 

Através de estradas de destruição

 

Em busca do suicídio

 

Em alta velocidade e contra-mão.

 

Dormimos num berço falso e indistinto

 

Percorremos rudes trajectos para sair do labirinto

 

Onde vozes escatológicas berram cada vez mais alto

 

A humanidade espera, acorrentada

 

Pelo descerrar do cadafalso

 

Como posso eu voltar a ter confiança

 

Se estamos a ser espoliados da nossa esperança

 

Eu sei que o mundo morreu agora

 

Senti o último fôlego na brisa da aurora

 

 

Posted by cthulhu at 11:01:01 | Permanent Link | Comments (0) |

Friday, September 21, 2007

UM DIA DE CADA VEZ

Vagueio pela noite sem abrigo

Onde Foneus aparece

e goza comigo

Cidade tão triste

Onde nada existe

- Eu não quero apodrecer aqui!

O emprego acabou-se

E o dinheiro esgotou-se

Não há nada que me faça sorrir

Amanha vou mesmo partir

- Eu não quero apodrecer aqui!

Estou só

Confuso e perdido

A vida foge-me das mãos

Não quer nada comigo

Nada me tira a lipidez

Vivo um dia de cada vez

Vivo um dia de cada vez

Adeus, vou-me despedir

Vou para onde a natureza me faz sorrir

Vou voltar a sonhar

Viver numa cabana junto ao mar

Posted by cthulhu at 10:58:00 | Permanent Link | Comments (0) |

INFINITOS DE PAIXÃO

 

Anda amor, vamos desbravar serras e colinas

Vem fresca como a brisa

E une as tuas mãos às minhas

A vida espera por nós,

Bem deves saber

Vamo-nos amar até ao amanhecer

E se o horizonte fica tingido e rubro

É porque sabe que é nesta imensidão que te descubro

Descubro que és real

Que podes rir e chorar

E que nunca deixarei de te amar

Mas se estes infinitos são tudo e não têm fim

Tu és loucura e és tudo para mim. 

Posted by cthulhu at 10:53:56 | Permanent Link | Comments (0) |

Wednesday, September 19, 2007

FRASES DE AMOR EM ITALIANO - VÁRIOS AUTORES

Se la tua vita dipendesse dall'amore che provo per te, potresti considerarti immortale... Ti amo...

 

Non so se Angeli vivono in Cielo o in Terra, ma so che l'Angelo più bello sta leggendo questo messaggio. TI AMO!.

 

Non ti chiamo vita mia perche la vita termina.Ti chamo amore moi, perché làmore é eterno

 

Posted by cthulhu at 12:49:04 | Permanent Link | Comments (0) |

Tuesday, September 18, 2007

LÁGRIMAS

A chuva que desaba lá fora
Pode não ser gotas de água
Mas as lágrimas de alguém que chora

O céu ébrio e sem cor
Pode ser apenas o reflexo
Do rosto triste de alguém, amor

O ribombar do trovão
pode não ser nada, querida
mas pode ser o bater forte do um coração

Mas as goteiras de Outono
Não colhem famas
Eu sei que amanha pela manha
Me dirás que me amas

Posted by cthulhu at 11:02:50 | Permanent Link | Comments (1) |

Friday, September 14, 2007

ESPERO POR TI - POEMA DE LUCIA GONCZY

 

Espero por ti como quem espera a chuva

mesmo antes de cair...sabe quando sente o cheiro

da terra?

Aquela que anuncia...

E'assim que te espero.

Espero por ti

Como a lua que se esvai triste por ser apenas

a sombra do sol

Espero por ti...

Como algo inominável...

Como quem nada espera

Assim que tu venhas aportar nas minhas asas

Meio borboleta, meio beija-flor

Espero por ti como lenda

Como amor

Como não sei mais o quê

Inda que tudo finde...

Espero por ti.

Posted by cthulhu at 10:38:27 | Permanent Link | Comments (3) |

Wednesday, September 12, 2007

GALOPE

Por estes caminhos difíceis

Percorrem cavalos selvagens

È procura de uma fé

 

Percorrem vales e montes

Galopando sem parar

Não sabendo porquê

 

Hoje galopam sozinhos

Ao encontro de estradas

Rumos e caminhos

 

Abatidos pelas ventas

Ensanguentados nas patas

Eles caem mortos no chão

 

Encontraram o caminho

Que nunca procuraram

Sem saberem a razão

 

Hoje galoparam sozinhos

Encontraram nas estradas

A morte pelo caminho

Posted by cthulhu at 11:44:22 | Permanent Link | Comments (0) |